20/05/10
Manfredo Trauer
Meio século de história
Quase quatro décadas à frente da joalheria, relojoaria e ótica Pérola não fizeram Manfredo Trauer perder o gosto pelo comércio. Aos 67 anos ele está mais ativo do que nunca e sem planos de se aposentar tão cedo. “Não estou pensando em substituto para os próximos 30 anos”, brinca o empresário de Joinville.
Com a morte do pai, em 1969, Manfredo assumiu a joalheria da família, que tinha sido fundada há 14 anos. Ele era responsável pela assistência técnica e começou a cuidar também da comercialização das jóias e relógios. Depois de um ano cuidando de todas as partes do negócio, Manfredo contratou dois relojoeiros e ficou só com a compra e venda. Três anos depois abriu a primeira filial, também em Joinville.
A Pérola foi pioneira ao implantar crediário e venda externa, que não existiam no setor de relojoarias e joalherias. Em 1978, a empresa passou a ser também ótica. Manfredo comprou maquinários e as lentes eram fabricadas na própria loja, que contava com laboratório ótico (hoje, a confecção das lentes é terceirizada).
A terceira loja foi inaugurada em 1982, época em que Manfredo ainda contava com a ajuda da família para tocar o negócio. Há 13 anos, quando os filhos se formaram em Direito e passaram a trabalhar, o empresário centralizou as operações em apenas uma loja na Rua do Príncipe, onde a Pérola está até hoje.
Este ano, a joalheria, ótica e relojoaria chega aos 53 anos de vida – é a segunda mais antiga joalheria de Joinville. Faz parte da receita o fato de que Manfredo adora o que faz. “Cada dia sou mais apaixonado, mais empolgado. Não me sinto cansado: estou diariamente na loja e quando fico uma semana fora já sinto falta”, afirma.
Do segredo da longevidade também faz parte buscar atualizações constantes e estar sempre à procura de novidades. Prova disso é que, em 2006, a empresa reformou todo o layout da loja, tornando-a mais ampla e moderna para fazer frente à concorrência. “Quem passa na frente pensa ‘puxa, é uma loja nova?’ e vai ver não é, já tem 53 anos”, comenta Manfredo. Além disso, setores como crediário e controle de estoque são totalmente informatizados.
Também é necessário manter uma clientela fiel, e a única maneira de conseguir isso é com honestidade – especialmente no ramo de jóias, relógios e ótica, no qual a maioria dos consumidores não conhece o que está comprando. “O cliente precisa ter muita confiança na loja para voltar. E isso a gente conquista, não compra, não recebe de graça”. Para evitar problemas, a Pérola, que possui oito funcionários, só trabalha com ouro 18 quilates.
O empresário atribui o sucesso da loja, em parte, ao apoio da CDL Joinville, da qual é sócio desde 1975. Sempre foi membro atuante da entidade, já tendo sido eleito presidente durante a década de 1980. “Sou um dos mais antigos membros. Sempre fiz parte da CDL e vou fazer parte por muito tempo, espero”. Hoje, Manfredo faz parte do Conselho Fiscal da CDL Joinville e, na próxima gestão, será vice-presidente financeiro.
Fonte: Caroline Mazzonetto |