21/07/10 - Varejo
Boas maneiras ao enviar e-mail
As ações de e-mail são as mais utilizadas pra divulgar promoções, mas como agir para não prejudicar a imagem da loja
Opções para divulgar ofertas e promoções na internet não faltam. Ainda mais agora que as chamadas mídias sociais ganharam espaço. Mas entre Twitter, Facebook, Orkut e outros, a boa e velha mensagem distribuída por correio eletrônico continua sendo uma das opções mais utilizadas. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd), quando o assunto é e-mail marketing, o comércio ocupa o quarto lugar entre os principais segmentos da economia, com 9,5% do mercado brasileiro de marketing direto. Perde para os bancos (23%), empresas de telecomunicações (14,5%) e publicações (10,5%). O lojista que está pensando em investir em e-mail marketing deve observar alguns procedimentos para evitar que o envio de mensagens seja um tiro pela culatra – quando, em vez de beneficiar, a ação pode prejudicar a empresa. Para não fazer feio, siga as dez recomendações da Abemd sobre o envio de e-mail marketing. E boa mensagem.
Ética: atuar dentro do Código de Ética da Abemd, que conceitua detalhadamente as boas práticas no marketing direto.
Autorregulamentação: atuar dentro do Código de Autorregulamentação para Prática de E-mail Marketing, que conceitua detalhadamente as boas práticas de e-mail marketing.
Opt-in: o primeiro recebimento é muito importante, pois marca o início da relação. É preciso ter permissão prévia (opt-in) antes do envio da primeira mensagem. No caso de existir prévia e comprovável relação comercial ou social entre o remetente e receptor, o envio de mensagem é permitido.
Opt-out: toda mensagem precisa ter opt-out. É prerrogativa do receptor decidir o momento em que não quer mais receber mensagens de determinado emissário.
Uso do endereço eletrônico: no cadastro prévio, deve ficar claro que o endereço eletrônico poderá ser utilizado para o envio de mensagens comerciais, ou seja, na geração de leads próprios ou, se for o caso, repassado também com a finalidade de envio de mensagens comerciais. E o receptor deve ter manifestado expressa concordância com isso.
Tamanho dos arquivos: procure sempre limitar o tamanho dos arquivos enviados, seja no corpo das mensagens ou nos anexos. Deve-se ter sempre em mente o público da média inferior em capacitação tecnológica (software, hardware e modalidade de conexão). Sugere-se mensagens no formato txt ou html, este último com tamanho máximo de 12 KB, e que as figuras (GIFs) não estejam anexadas na mensagem, mas sim localizadas em servidor próprio.
Autoexecutáveis: não devem ser enviados arquivos com autofuncionamento. Os autoexecutáveis são arquivos que os programas gerenciadores de e-mail conseguem ler e interpretar, iniciando automaticamente algum processo que não é necessariamente desejado pelo receptor. Essa modalidade de arquivo também torna o sistema vulnerável à transmissão de vírus (voluntária ou não).
Relevância: o consumidor não se incomoda em receber uma mensagem de cunho comercial, desde que seja relevante para ele. Portanto, preocupe-se sempre com o conceito de relevância.
Frequência: deve-se preferencialmente oferecer ao cliente que assinale a opção de sua preferência na frequência de recebimento de informações ou solicitar que ele opte entre as diversas alternativas de periodicidade que lhe são oferecidas. Quando não for possível oferecer que faça a opção, deve-se deixar claro qual a frequência de envio das mensagens.
Política de relacionamento: é sempre conveniente que se tenha clareza na política de relacionamento adotada, o que pode ser feito por meio de um contrato/compromisso assumido formalmente com o consumidor.
Para saber mais: Abemd - www.abemd.org.br
Fonte: Alexandre Gonçalves